terça-feira, 23 de maio de 2017

Bob Dylan...






https://youtu.be/OeP4FFr88SQ





Depois de Bob Dylan tudo é possível. O cara veio do Oeste norte-americano, caipira instruído sem perder o sotaque rústico de sua região e com uma inteligência e criatividade universal.

Depois de Bob Dylan e seu Prêmio Nobel de Literatura, as pessoas irão conceituar menos e entregar-se mais de coração ao que chamam normalmente de criação literária.

Quisera os famosos poemas dos mais geniais estetas tivessem a musicalidade como essência, tal como as músicas dele têm como conteúdo e literariedade.

Não é difícil ser contra ou a favor de um gênio, já que sua forma esdrúxula de apresentar-se não tem precedentes e, portanto, exige pouco de quem elogia ou desce a ripa em cima.

Ano passado, em meados de outubro, Robert Zimmerman ganhou o Prêmio Nobel de Literatura e alguns estranharam. Mas estranharam o quê, se a arte é justamente estranhamento?!

Se Baudelaire já havia escrito “Embriagai-vos! Embriagai-vos! Seja de poesia, de vinho ou de virtude!”, então...

... Toda virtude é uma espécie de estado poético e uma embriaguez essencial.

... Toda poesia é uma virtude natural.

... Toda embriaguez, uma elevação do espírito poético criativo.

Portanto, se a resposta está no vento, por que ficar classificando tudo e todos?!

Aproveitando o Wesak (festa da iluminação do Budha, dia 10 p.p., plenilúnio de maio): nenhuma criação deve vir da lógica humana. A Criação veio do infinito e para lá tem de voltar, do contrário não será "infinito" mas "fim".


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