Bob Dylan...
https://youtu.be/OeP4FFr88SQ
Depois de Bob Dylan tudo é possível. O cara veio do Oeste
norte-americano, caipira instruído sem perder o sotaque rústico de sua região e
com uma inteligência e criatividade universal.
Depois de Bob Dylan e seu Prêmio
Nobel de Literatura, as pessoas irão conceituar menos e entregar-se mais
de coração ao que chamam normalmente
de criação literária.
Quisera os famosos poemas dos mais geniais estetas tivessem
a musicalidade como essência, tal como as músicas dele têm como conteúdo e
literariedade.
Não é difícil ser contra ou a favor de um gênio, já que sua
forma esdrúxula de apresentar-se não tem precedentes e, portanto, exige pouco
de quem elogia ou desce a ripa em cima.
Ano passado, em meados de outubro, Robert Zimmerman ganhou o Prêmio Nobel de Literatura e alguns estranharam. Mas estranharam o quê, se a arte é justamente estranhamento?!
Se Baudelaire já havia escrito “Embriagai-vos!
Embriagai-vos! Seja de poesia, de vinho ou de virtude!”, então...
... Toda virtude é uma espécie de estado poético e uma embriaguez essencial.
... Toda virtude é uma espécie de estado poético e uma embriaguez essencial.
... Toda poesia é uma virtude natural.
... Toda embriaguez, uma elevação do espírito poético criativo.
Portanto, se a resposta está no vento, por que ficar classificando tudo
e todos?!
Aproveitando o Wesak (festa da iluminação do Budha, dia 10 p.p., plenilúnio de maio): nenhuma criação deve vir da lógica humana. A Criação veio do infinito e para lá tem de voltar, do contrário não será "infinito" mas "fim".
Aproveitando o Wesak (festa da iluminação do Budha, dia 10 p.p., plenilúnio de maio): nenhuma criação deve vir da lógica humana. A Criação veio do infinito e para lá tem de voltar, do contrário não será "infinito" mas "fim".
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