Sobre o
Princípio do Vácuo,
de Joseph Newton
Acabo de
assistir um vídeo muito interessante produzido sobre as ideias do autor citado
no título.
O
princípio do vácuo eu já conhecia sob a ótica da essência de uma visão budista
da vida. E é sempre bom reciclarmos nossas ideias e reafirmarmos nossos
conhecimentos sustentando-os através de novas informações, como se fosse um
mantra.
O vídeo me
levou a uma reflexão bacana. Todo profissional de RH, por exemplo, deveria
conhecer esse princípio porque, além dela ser aplicável a objetos, também pode
ser a pessoas e hábitos.
Toda nova
relação, em qualquer campo da vida, nunca vai encontrar espaço se estivermos
sempre andando com as mesmas pessoas. Isso quer dizer que os momentos de
solidão e silêncio, em qualquer grau de extensão, podem ser considerados um
vácuo necessário onde, sozinhos, nos tornamos mais receptivos a novas
experiências pessoais.
E, quando
digo em qualquer grau de extensão, pode ser simplesmente andando na
rua sem uma companhia que nos distraia e nos permita dialogar com outros ditos estranhos,
seja no café, no elevador, no banco, etc.
Também,
numa extensão maior, nos permite mergulhar em solidão e silêncio
dentro de casa, permitindo-nos um repouso do coração e da mente, abrindo assim
um vácuo para novos pensamentos e novos sentimentos.
Então, o
que o autor chama de coisas não mais úteis podemos também nos
estender e chamar de pessoas não mais úteis, claro que no sentido daquelas das quais se
procura estar junto apenas para fugir de um desagradável encontro consigo mesmo
(sendo a pessoa não possuidora de uma boa autoestima).
O mesmo princípio
do vácuo também se aplicaria à força negativa de hábitos que se tornam quase inconscientes em
nossas vidas. Se conseguimos construir dias novos, diferentes e fora da rotina,
estamos efetivamente criando novas expectativas, ou seja, abrindo um vácuo para
que, neste, se instale uma vida nova (não precisa ser totalmente nova,
mas com características renovadoras, mesmo que gradativas e sutis.).
Conclusão: objetos, pessoas e hábitos devem estar em permanente circulação
mudando de cor, de lugar, de situações, etc. Assim, estaremos mudando o mundo,
já que mudamos sempre a nós mesmos.
Nammo
Budhaya (Eu me abrigo em Buda)
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