Dias de sempre, de nunca mais ou de nem lembrar
Escrita ao final do ano 2016
Ando um pouco tenso por esses dias de passagem de ano, para alguns, últimos dias; para outros, primeiros.
Últimos para aqueles que temem a morte e contabilizam suas noites e seus dias em contagem
regressiva... Primeiros dias para os
que, mais adiante, vão criar um passado polinizador de uma memória saudável.
Não quero ficar em
cima do muro, mas creio que a eterna lei do equilíbrio funciona muito bem neste
e em tantos outros casos com que nos defrontamos em nossas vidas.
Todo último tem a plenitude de uma visão de
tudo que está em sua frente; tem como perspectiva toda uma possibilidade de
vencer, seguir adiante, alcançar objetivos, nem que seja porque não tem nada a
perder.
O primeiro, apesar de todo brilhantismo de
suas vitórias, corre o risco de acomodar-se à realidade como se ela fosse
definitiva e mais nada houvesse para conquistar.
Então, nada mal poder
ter muitas coisas para conquistar, ao mesmo tempo que sentir o prazer de
reconhecer outras tantas já conquistadas.
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(21) 99682-8364
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