quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dias de sempre, de nunca mais ou de nem lembrar
Escrita ao final do ano 2016

Inos Corradin - Repouso do Equilibrista














Ando um pouco tenso por esses dias de passagem de ano, para alguns, últimos dias; para outros, primeiros.
Últimos para aqueles que temem a morte e contabilizam suas noites e seus dias em contagem regressiva... Primeiros dias para os que, mais adiante, vão criar um passado polinizador de uma memória saudável.
Não quero ficar em cima do muro, mas creio que a eterna lei do equilíbrio funciona muito bem neste e em tantos outros casos com que nos defrontamos em nossas vidas.
Todo último tem a plenitude de uma visão de tudo que está em sua frente; tem como perspectiva toda uma possibilidade de vencer, seguir adiante, alcançar objetivos, nem que seja porque não tem nada a perder.
O primeiro, apesar de todo brilhantismo de suas vitórias, corre o risco de acomodar-se à realidade como se ela fosse definitiva e mais nada houvesse para conquistar.

Então, nada mal poder ter muitas coisas para conquistar, ao mesmo tempo que sentir o prazer de reconhecer outras tantas já conquistadas.

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