terça-feira, 18 de julho de 2017

Balada do lado sem luz***

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Em essência, o ser humano vira as costas para a liberdade. E o que é a liberdade para a maioria do gado humano? É o pavor da individualidade; por extensão, o medo da solidão e o grito tempestuoso do silêncio.

A rotina entra aqui como uma válvula de escape para que não se tenha que conviver consigo mesmo enquanto indivíduo livre e designado pela Natureza como inteligente e criativo.

As razões da “luta pela sobrevivência” são uma forma nublada e esquálida de se erguer apenas com bengalas e muletas do tipo “salário”, “patrão”, “colegas de trabalho”, “sacrifício da viagem”, acordar já "respirando trânsito", “bom-dias” quase inaudíveis de tão mecânicos, etc, etc.

Na década de 1970, o compositor João Ricardo, do grupo Secos & Molhados, resumiu bem esta linha de raciocínio neste belo refrão: “O patrão nosso de cada dia”.

Sonhar... para quem segue seu caminho de escravo de qualquer rotina, sonhar é querer um dia ter esporas mais brilhantes, cadeados reluzentes e algemas de ouro.

Enquanto isso pássaros cantam para os distraídos; o vento assobia para os não comandados; o céu anuncia um novo horizonte vertical para os que se reconhecem com asas para voar em seu coração...

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Título de uma obra prima musical de Gilberto Gil.



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