Balada
do lado sem luz***
Em essência, o ser humano vira as costas para a liberdade. E o que é a liberdade para a maioria do gado humano? É o pavor da individualidade; por extensão, o medo da solidão e o grito tempestuoso do silêncio.
A rotina entra aqui como uma válvula de escape para
que não se tenha que conviver consigo mesmo enquanto indivíduo livre e
designado pela Natureza como inteligente e criativo.
As razões da “luta pela sobrevivência” são uma forma
nublada e esquálida de se erguer apenas com bengalas e muletas do tipo
“salário”, “patrão”, “colegas de trabalho”, “sacrifício da viagem”, acordar já "respirando trânsito", “bom-dias” quase inaudíveis de tão mecânicos, etc, etc.
Na década de 1970, o compositor João Ricardo, do
grupo Secos & Molhados, resumiu bem esta linha de raciocínio neste belo
refrão: “O patrão nosso de cada dia”.
Sonhar... para quem segue seu caminho de escravo de
qualquer rotina, sonhar é querer um dia ter esporas mais
brilhantes, cadeados reluzentes e algemas de ouro.
Enquanto isso pássaros cantam para os distraídos; o
vento assobia para os não comandados; o céu anuncia um novo horizonte vertical
para os que se reconhecem com asas para voar em seu coração...
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Título de uma obra prima musical de Gilberto
Gil.
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ano 1 editora
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(21) 99682-8364
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