Amor é que nem comida
Amor é que nem comida: quanto mais quentinho, melhor; mas se esquentar demais também, queima muito... e aí...
Se não tiver o amor que a gente quer em um determinado lugar
ou em uma determinada pessoa, o que a gente faz?!
Chorando, sorrindo (ou de um jeito frio) vamos em frente não
“procurando” propriamente, mas seguindo a vida e tudo que ela nos oferece,
embora as conquistas, as expectativas, as surpresas sejam sempre inevitáveis,
tanto quanto qualquer outro fenômeno surpreendente do Universo.
Tanto o amor quanto a comida devem estar sob a égide do
nosso lado racional, senão a gente está ferrado; porque não nascemos só para o
“muito frio” ou “muito quente” e, sim, para o que nos permitirá continuar a
sequência inevitável de Ser.
Não é só a língua que queima durante uma garfada de comida,
a língua também “queima” quando o beijo causa a erupção do que está acima de
nosso lado humano.
“É preciso estar
atento e forte / Não temos tempo de temer a morte!” (Caetano Veloso)

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