A libertação do fim
Às vezes penso que cada passo que damos obedece ao ritmo da velha e nefasta tríade: primeiro passo: presente; segundo, passado; terceiro, futuro. E, assim, sucessivamente...
(Gosto muito de reticências. Elas permitem ao leitor dar continuidade
à linha de raciocínio do autor e a descortinar novas paisagens, à revelia desse
mesmo autor.)
Mas vamos de trás pra frente, ok?! Eu concordo com aqueles
que acham que devemos deixar o melhor por último (aliás, se você se dedica a um
objetivo, deixando de lado paranoias de bons resultados, neuroses de foco
excessivo, etc., realmente o que vem por último é a melhor parte do bolo).
O terceiro passo, o futuro
(infinito), é nublado porque aqui entram diversos fatores basilares de
conduta: religião, filosofia e até crendices.
O segundo passo, o passado
(fim), é uma sucata que pode até servir como matéria prima de adubo aos
pastos, de renovação à natureza e até recriação de erros para novos
investimentos. Só!
Quanto ao presente ... Podemos, sim, materializar-nos em
Nirvana aqui e agora, neste lugar e nesta hora. Ou o paraíso, como preferirem.
Ou o encontro inesperado consigo mesmo, como podem querer outros.
Este é o passo presente.
Geralmente, inconsciente porque é espontâneo e não está preocupado em se impor ao
anular um ou outro momento estranho ao de agora.
Estamos onde estamos. Somos o que somos. Fazemos o que
fazemos. Olhamos com nosso próprio olhar. Assim é o “nirvana”... ou “paraíso”... ou “self service
psíquico”...

Nenhum comentário:
Postar um comentário