quinta-feira, 1 de junho de 2017

A libertação do fim

















Às vezes penso que cada passo que damos obedece ao ritmo da velha e nefasta tríade: primeiro passo: presente; segundo, passado; terceiro, futuro. E, assim, sucessivamente...

(Gosto muito de reticências. Elas permitem ao leitor dar continuidade à linha de raciocínio do autor e a descortinar novas paisagens, à revelia desse mesmo autor.)

Mas vamos de trás pra frente, ok?! Eu concordo com aqueles que acham que devemos deixar o melhor por último (aliás, se você se dedica a um objetivo, deixando de lado paranoias de bons resultados, neuroses de foco excessivo, etc., realmente o que vem por último é a melhor parte do bolo).

O terceiro passo, o futuro (infinito), é nublado porque aqui entram diversos fatores basilares de conduta: religião, filosofia e até crendices.

O segundo passo, o passado (fim), é uma sucata que pode até servir como matéria prima de adubo aos pastos, de renovação à natureza e até recriação de erros para novos investimentos. Só!

Quanto ao presente ... Podemos, sim, materializar-nos em Nirvana aqui e agora, neste lugar e nesta hora. Ou o paraíso, como preferirem. Ou o encontro inesperado consigo mesmo, como podem querer outros.

Este é o passo presente. Geralmente, inconsciente porque é espontâneo e não está preocupado em se impor ao anular um ou outro momento estranho ao de agora.


Estamos onde estamos. Somos o que somos. Fazemos o que fazemos. Olhamos com nosso próprio olhar. Assim é o “nirvana”... ou “paraíso”... ou “self service psíquico”...



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