terça-feira, 27 de junho de 2017

A eter(n)idade da matéria










Quando “chega a idade”, em termos de tempo, ela não anula necessariamente as condições do espaço em que nos encontramos.
Há uma relação íntima entre tempo/espaço, mesmo escapando das garras da Física.
Se em mim há um tempo neutro (idade) buscando um espaço físico coerente com a minha liberdade (sinônimo de movimento)...
Se em mim há um santo bêbado... ou um manto vermelho ou amarelo... ou um olhar sem comida no fundo do prato... ou um barco ancorado “temendo” o horizonte no fundo do porto...
Se em mim há tudo isso e muito mais, por que a dúvida?! Por que a oposição da fé?!
O infinito não tem idade... não tem saudade o espaço. O que nos cria é o que nos destrói; o que nos faz, do mesmo jeito que os fez, vai nos desfazer; não no sentido do que existiu e deixou de existir, mas na direção de cada novo momento: ovo-movimento.


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