quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sobre o Princípio do Vácuo,
de Joseph Newton





Acabo de assistir um vídeo muito interessante produzido sobre as ideias do autor citado no título.

O princípio do vácuo eu já conhecia sob a ótica da essência de uma visão budista da vida. E é sempre bom reciclarmos nossas ideias e reafirmarmos nossos conhecimentos sustentando-os através de novas informações, como se fosse um mantra.

O vídeo me levou a uma reflexão bacana. Todo profissional de RH, por exemplo, deveria conhecer esse princípio porque, além dela ser aplicável a objetos, também pode ser a pessoas hábitos.

Toda nova relação, em qualquer campo da vida, nunca vai encontrar espaço se estivermos sempre andando com as mesmas pessoas. Isso quer dizer que os momentos de solidão e silêncio, em qualquer grau de extensão, podem ser considerados um vácuo necessário onde, sozinhos, nos tornamos mais receptivos a novas experiências pessoais.

E, quando digo em qualquer grau de extensão, pode ser simplesmente andando na rua sem uma companhia que nos distraia e nos permita dialogar com outros ditos estranhos, seja no café, no elevador, no banco, etc.

Também, numa extensão maior, nos permite mergulhar em solidão e silêncio dentro de casa, permitindo-nos um repouso do coração e da mente, abrindo assim um vácuo para novos pensamentos e novos sentimentos.

Então, o que o autor chama de coisas não mais úteis podemos também nos estender e chamar de pessoas não mais úteis, claro que no sentido daquelas das quais se procura estar junto apenas para fugir de um desagradável encontro consigo mesmo (sendo a pessoa não possuidora de uma boa autoestima).

O mesmo princípio do vácuo também se aplicaria à força negativa de hábitos que se tornam quase inconscientes em nossas vidas. Se conseguimos construir dias novos, diferentes e fora da rotina, estamos efetivamente criando novas expectativas, ou seja, abrindo um vácuo para que, neste, se instale uma vida nova (não precisa ser totalmente nova, mas com características renovadoras, mesmo que gradativas e sutis.).

Conclusão: objetospessoas hábitos devem estar em permanente circulação mudando de cor, de lugar, de situações, etc. Assim, estaremos mudando o mundo, já que mudamos sempre a nós mesmos.

Nammo Budhaya (Eu me abrigo em Buda)





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