quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

História que algumas amigas vão gostar de ler











Eu tive um amor (ou talvez ainda tenha, mas quero esquecer... ou, quem sabe, esse “ter” seja apenas um eco que insiste ou um reflexo que tenta me enganar...); eu dizia que tive um amor que durou tanto tempo quando ocupou espaço.

Um amor conturbado, é verdade, porém muitas vezes Deus escreve certo por linhas tortas, coisa notória para qualquer ser humano que tenha um coração e uma mente desalinhados.

Em geral, nossas relações amorosas são uma forma expressa de nossos conflitos internos, como por exemplo a falta de diálogo entre o coração e a mente: um quer o que o outro acha melhor que não; o outro sente o que o "um" acha melhor pensar duas vezes.

Este amor que partiu, ou melhor, está partindo gradualmente... Este amor que está se desconfigurando tal como uma paisagem vai ficando distante para os nossos olhos à medida que seguimos em frente em nosso caminho pessoal... Este amor, no momento, está se rebatizando com outro nome: saudade!

E depois da saudade um último e derradeiro sopro: passado!

Agora, é ficar me observando para não deixar que o tempo me traia enquanto artesão de momentos estéreis e rezar para que Deus não se transforme em um objeto de negociação.

Cada vez mais consigo acreditar que em mim há um vasto universo de possibilidades, assim que a aeromoça da vida anunciar que este amor está prestes a decolar e se perder entre as nuvens.



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