Há ladrões e ladrões...
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A honestidade é relativa como tudo que existe no mundo. Ela está intimamente ligada à necessidade. Já diz o ditado popular que “a necessidade faz o homem”. Outro ainda: “A ocasião faz o ladrão”.
Eu diria: “Quem
sabe de si, ao outro não trai!”. Isto porque trair a si mesmo é um bom começo
para trair aos outros. E o que não faz o ser humano, em uma sociedade
consumista e materialista como a nossa, a não ser roubar de si mesmo a
oportunidade de ser feliz através de valores espirituais.
Necessariamente,
não me refiro a religiões e, sim, a um comportamento em que poderíamos dividir
a ideia de um mundo em que não existe eu ou o outro, e sim o nós.
Se eu roubo de
mim esta oportunidade, é claro que farei tudo que puder para roubar do outro
qualquer oportunidade que ele tiver para realmente ser feliz.
A verdadeira
honestidade não deve ser analisada pelo que acontece em tribunais ou penitenciárias; ela começa em
nós e tem de terminar no outro, pois não pode ficar também apenas represada em
nossa consciência individual.
Havendo reflexos
sociais, então nosso caráter não precisa do julgamento de ninguém, muito menos
de nós próprios.
Não vamos roubar
do outro a oportunidade de ser eternamente feliz, estimulando nele uma visão
mais autêntica, pura e espiritualista de que sua vida é tão simples que precisa
de muito pouco para se sentir tanto.
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(21) 99682-8364
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