terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Há ladrões e ladrões...


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A honestidade é relativa como tudo que existe no mundo. Ela está intimamente ligada à necessidade. Já diz o ditado popular que “a necessidade faz o homem”. Outro ainda: “A ocasião faz o ladrão”.
Eu diria: “Quem sabe de si, ao outro não trai!”. Isto porque trair a si mesmo é um bom começo para trair aos outros. E o que não faz o ser humano, em uma sociedade consumista e materialista como a nossa, a não ser roubar de si mesmo a oportunidade de ser feliz através de valores espirituais.
Necessariamente, não me refiro a religiões e, sim, a um comportamento em que poderíamos dividir a ideia de um mundo em que não existe eu ou o outro, e sim o nós.
Se eu roubo de mim esta oportunidade, é claro que farei tudo que puder para roubar do outro qualquer oportunidade que ele tiver para realmente ser feliz.
A verdadeira honestidade não deve ser analisada pelo que acontece em  tribunais ou penitenciárias; ela começa em nós e tem de terminar no outro, pois não pode ficar também apenas represada em nossa consciência individual.
Havendo reflexos sociais, então nosso caráter não precisa do julgamento de ninguém, muito menos de nós próprios.
Não vamos roubar do outro a oportunidade de ser eternamente feliz, estimulando nele uma visão mais autêntica, pura e espiritualista de que sua vida é tão simples que precisa de muito pouco para se sentir tanto.


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