terça-feira, 21 de março de 2017

Olhar interior

O pico da montanha é onde estão meus pés [blog]













Fechar os olhos é entrar em contato consigo mesmo, mesmo que os ouvidos ouçam, as narinas cheirem, etc.
Quando fechamos os olhos, encontramos um vácuo que surge como se nada fôssemos, embora as sensações de cada parte do corpo, e embora a insistência do ambiente em volta em enviar suas mensagens.
Eis uma excelente oportunidade para sorrir ou chorar para si mesmo: abrir-se num olhar interior.
Ninguém melhor do que nós mesmos pode encarar o que de bom ou mal existe dentro de nós. Fechar os olhos não é negar-se a si próprio. Aliás, pode até ser, mas em relação ao “mundo exterior”...
Mesmo assim, o “mundo exterior” continua nos cercando, só que ele fica ao redor esperando a caça se cansar de olhar para si próprio.
Aí entra a força e a coragem dos poetas, cantores e loucos dos quais todos nós “temos um pouco”.
E tornamo-nos caçadores de nosso sagrado silêncio interior, onde temos o único abrigo que no mundo está em nós, é nosso e vive por nós.
Certas coisas só podem ser vistas quando estamos de olhos fechados: é a verdadeira, eterna e irretocável imagem que eternamente seremos.



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