quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

À sombra de uma lua diurna













A sensação que eu tenho hoje, 2017, é que as elites ainda repetem a mesma estratégia dos “bondosos” colonizadores do Brasil que estimularam a guerra entre as tribos africanas do século XVI ao século XIX para “extrair” os escravos que lhes serviriam como animais aqui em nossa pátria amada.

Li recentemente em um mural do meu bairro:  “Um pobre mata outro pobre para comer as migalhas dos ricos”.

A violência entre os homens parece ser um bom investimento para as classes mais privilegiadas. Enquanto os pobres, os miseráveis e os zumbis arrastam-se por aí ou trabalhando, ou pedindo esmola ou morrendo em vida, os investimentos em publicidade, seja de empresas ou de artistas e políticos, é cada vez mais vigorosa.

Vide a violência maior que é a corrupção política (vindo atrás os investimentos estupidamente gananciosos dos grandes capitais). Enquanto aqui embaixo nos destruímos com as mais diversas formas (sutis ou não), os ricos cada vez mais alucinam a claridade dos dias sem deixar nem um pouco de esperança para nós.

Só migalhas...



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