Memória brasileira:
dois lados da mesma moeda
dois lados da mesma moeda
Quando a gente fala de História, a gente se vê diante de uma bifurcação estranhamente vertical e horizontal.
Horizontal
Eu pertenço a um grupo de amigos de longa
data que hoje se chama SARAU DOS SAMBISTAS e que tem a pretensão de abrir os
corações para o samba e para a poesia, custe o que custar. Paraíso ou inferno?
O certo é que
estaremos no Centro de Música Artur da Távola, dia 22 de fevereiro,
tricoteando, saracoteando e entrelaçando duas coisas mais lindas que nos movem
entre as nuvens pelo Universo afora: música e poesia.
Vertical
Matemática! Matemática?! Sim, a equação étnico-cultural
entre quem vivia no Brasil, quando os europeus aqui chegaram, e a herança
que sangra até hoje: índios, brancos, negros, etc.
De cima pra baixo,
porque as elites brasileiras sempre buscaram na Europa seus modelos prediletos
em todos os setores da vida.
De forma linear,
porque o SARAU DOS SAMBISTAS é a continuidade do samba de rua (Donga), do samba
de raiz (Candeia), do samba poético (Paulinho da Viola), do samba histórico
(Bosco e Blanc). Isso de forma autoral e inédita.
Aqui estamos. Aqui
somos. Aqui fundaremos sempre um novo som, uma nova sombra para repouso
temporário de nossas memórias brasileiras.

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