terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Memória brasileira:
dois lados da mesma moeda










Quando a gente fala de História, a gente se vê diante de uma bifurcação estranhamente vertical e horizontal.
Horizontal
Eu pertenço a um grupo de amigos de longa data que hoje se chama SARAU DOS SAMBISTAS e que tem a pretensão de abrir os corações para o samba e para a poesia, custe o que custar. Paraíso ou inferno?
O certo é que estaremos no Centro de Música Artur da Távola, dia 22 de fevereiro, tricoteando, saracoteando e entrelaçando duas coisas mais lindas que nos movem entre as nuvens pelo Universo afora: música e poesia.
Vertical
Matemática! Matemática?! Sim, a equação étnico-cultural entre quem vivia no Brasil, quando os europeus aqui chegaram, e a herança que sangra até hoje: índios, brancos, negros, etc.
De cima pra baixo, porque as elites brasileiras sempre buscaram na Europa seus modelos prediletos em todos os setores da vida.
De forma linear, porque o SARAU DOS SAMBISTAS é a continuidade do samba de rua (Donga), do samba de raiz (Candeia), do samba poético (Paulinho da Viola), do samba histórico (Bosco e Blanc). Isso de forma autoral e inédita.

Aqui estamos. Aqui somos. Aqui fundaremos sempre um novo som, uma nova sombra para repouso temporário de nossas memórias brasileiras.





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