quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Agenda fechada, mente aberta!










Páginas viradas são vidas vividas e passadas? Folhas arrancadas são pedaços de nós que o vento cuida de dar um fim?
Acabo de fechar a agenda de 2016 e abrir a de 2017. As nossas anotações são sinais gráficos de tudo e de todos que nos acompanharam e nos acompanharão.
Rabiscos não são apenas observações apressadas, muitas vezes escritas em cima da perna dentro de algum veículo. Se olharmos com o olhar de dentro veremos desenhos significativos a partir do momento em que há emoção no que foi escrito.
A sequência dos dias numerados em cada página, necessariamente não significa que houve regularidade em nossas intenções de seguir nossa consciência em direção à vida propriamente dita.
O que temos de verdadeiro, seja em pauta ou em improviso, é a nossa natureza nômade traída pelos números e pelas letras, que sempre procuram significar alguma coisa diante da vida que levamos em rotina.
Minha agenda nova é necessária, porém não essencial. Ela é útil, não fundamental. Compromissos sociais e profissionais nos levam à inércia de um mundo paralisado pelos interesses cada vez mais globais.
Nossas agendas, sim, são verdadeiros livros-guia de nossa existência livre quando abrimos suas páginas e olhamos o que há nelas com a disposição de uma criança que corre firmemente atrás de uma bola em uma relva firmemente verde.


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