Agenda fechada, mente aberta!
Páginas viradas são vidas vividas e passadas? Folhas arrancadas são pedaços de nós que o vento cuida de dar um fim?
Acabo de fechar
a agenda de 2016 e abrir a de 2017. As nossas anotações são sinais
gráficos de tudo e de todos que nos acompanharam e nos acompanharão.
Rabiscos não são
apenas observações apressadas, muitas vezes escritas em cima da perna dentro de
algum veículo. Se olharmos com o olhar de dentro veremos desenhos
significativos a partir do momento em que há emoção no que foi escrito.
A sequência dos
dias numerados em cada página, necessariamente não significa que houve
regularidade em nossas intenções de seguir nossa consciência em direção à vida
propriamente dita.
O que temos de
verdadeiro, seja em pauta ou em improviso, é a nossa natureza nômade traída
pelos números e pelas letras, que sempre procuram significar alguma coisa
diante da vida que levamos em rotina.
Minha agenda
nova é necessária, porém não essencial. Ela é útil, não fundamental.
Compromissos sociais e profissionais nos levam à inércia de um mundo paralisado
pelos interesses cada vez mais globais.
Nossas agendas,
sim, são verdadeiros livros-guia de nossa existência livre quando abrimos suas
páginas e olhamos o que há nelas com a disposição de uma criança que corre
firmemente atrás de uma bola em uma relva firmemente verde.

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